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Archive for maio \25\UTC 2009

Manchete de hoje n’O Globo:

Acidentes caem 23% com Lei Seca.

Será que dá para imaginar quantas vidas foram salvas?

Por isso não me arrependo de ter votado no Hugo Leal…

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A frase dita pelo taxista quando pedi uma notinha com o valor da corrida na última sexta-feira coroou a minha, cada vez maior, vergonha de ser brasileiro.

É triste ver que a corrupção não é um privilégio dos políticos, mas é um câncer endêmico na sociedade brasileira.

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Num ano perdido na década de 90 eu estava descompromissadamente assistindo a um desses programas vespertinos em que um dos convidados era Wilson Simonal. Obviamente, um dos assuntos abordados foi o linchamento público de que foi vítima por mais de 30 anos. Ele alegou inocência e cantou. Com voz já um tanto consumida pelo alcoolismo em que naufragou ao longo desses anos e que também o deixou com uma fisionomia acabada, mas ainda com boa parte do carisma que fez dele um dos cantores mais populares da história do país.

Lembrei-me então de que um dos discos prediletos da minha infância era um já velho, arranhado e sem capa de Wilson Simonal, que hoje com uma rápida busca descubro ser o volume 2 da série “Alegria, Alegria”, de bastante sucesso na década de 60. Lembro-me de dançar com “Recruta Biruta”, divertir-me com “Paraíba”, surpreender-me com a levada diferente de “Zazueira” e quase chorar com a melancolia otimista de “Sá Marina”.

Pouco tempo depois conheceria o trabalho musical dos seus filhos Max e Simoninha, o que me aproximou ainda mais da obra do Simonão. E quando li o livro “Noites Tropicais” fiquei completamente mexido com a contundência do relato de Nelson Motta sobre a ascensão e queda daquele que por pouco não tirou o Roberto Carlos do seu trono. Comprei dois CDs dele e li sobre as histórias, quase míticas, que cercavam sua pessoa: o coro de 15, 20, 30, 40 mil vozes – dependendo da versão – no Maracanazinho, que deixou Sérgio Mendes sem saber o que fazer; a pilantragem, gênero cunhado por Simona e Carlso Imperial que tinha como bandeira o total e completo descompromisso com o que quer que fosse e, inevitavelmente;  o episódio da surra no contador, a conseqüente ligação de sua pessoa com o regime militar e o claustrofóbico ostracismo a que foi condenado. E aquela figura já quase lendária para minha geração passou a ser um dos cantores que mais admirava e respeitava.

Vibrei por dentro ao saber que essa leitura do “Noites…” também tinha mexido com o Claudio Manoel do Casseta & Planeta e que o cinema brasileiro iria transformar essa história num documentário. Desde então fiquei ansioso por ver o resultado. Pois bem, ontem fui ao cinema para vê-lo. E, para minha surpresa, a figura de Simonal ainda era bem maior do que eu supunha. Além daquela figura carismática e divertida, Simonal era um cantor perfeito, no nível dos melhores cantores de jazz e soul norte-americanos. O momento em que divide o microfone com Sarah Vaughan para entoar “The Shadow of Your Smile”, com técnica impecável e o tradicional bom-humor, é arrepiante.

O filme consegue vencer a dura tarefa de não ser maniqueísta e, para tal, angariou depoimentos de Ziraldo e Jaguar, dois dos seus principais algozes e do contador que teria supostamente desfalcado suas contas e por isso foi torturado nos porões do DOPS. O julgamento fica a cargo do espectador. No entanto, fica incontestável a idéia de que Simonal foi o maior cantor que o Brasil já teve, confirmada ao final por Miéle de forma emocionante.

O filme também deixa notório o quanto somos capazes de sermos tão cruéis quanto aqueles que nós mais condenamos. Se fosse preso, torturado ou exilado tanto quanto seus colegas de show-business o foram, não teria sido tão triste e injusto quanto o linchamento que aconteceu, e por parte daqueles que pregavam a liberdade. Além do preço alto que a arrogância e a auto-suficiência podem ter.

Sempre achei meio ridículo isso, mas ao final do filme levantei-me e, junto a outros tímidos companheiros de sala, aplaudi. Aplaudi um artista que precisava desses aplausos por mais 30 anos, mas estes lhe foram negados. Alegria, alegria!!

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Recebi esse texto de autor desconhecido por e-mail hoje e achei-o excelente. Compartilho com vocês:

OS BRASILEIROS:

– Saqueiam cargas de veículos acidentados nas estradas.
– Estacionam nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.
– Estacionam em vagas exclusivas para deficientes.
– Subornam ou tentam subornar quando são pegos cometendo  infração.
– Trocam votos por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura.
– Falam no celular enquanto dirigem
– Trafegam pela direita nos acostamentos num congestionamento.
– Param em filas duplas, triplas em frente às escolas
– Violam a lei do silêncio.
– Dirigem  após consumirem  bebida alcoólica.
– Furam filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.
Espalham mesas, churrasqueira nas calçadas.
– Pegam atestados médicos sem estar doentes, só para  faltar ao trabalho.
– Fazem gato de luz, de água e de TV a cabo.
– Registram imóveis no cartório num valor  abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios , só para pagar menos impostos.
– Compram recibos para abater na declaração do imposto de renda para pagar menos imposto
– Mudam a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.
– Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota de 20.
– Comercializam objetos doados nessas campanhas de catástrofes.
– Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.
– Compram produtos piratas com a plena consciência de que são piratas.
– Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca….
– Diminuem a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus,  sem pagar passagem.
– Emplacam o carro  fora do seu domicílio para pagar menos IPVA
– Frequentam os caça-níqueis e fazem uma fezinha no jogo de bicho.
– Levam das empresas onde trabalham, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis….  como se isso não fosse roubo.
– Comercializam os vales transportes  e  vale refeição que recebem das empresas onde trabalham.
– Falsificam tudo, tudo mesmo.. não falsificam aquilo que ainda não foi inventado…
– Quando voltam do exterior, nunca falam a verdade quando o policial perguntam o que trazem na bagagem…
– Quando encontram algum objeto  perdido, na maioria não devolve.

E querem que os políticos sejam honestos, se escandalizam com a farra das passagens aéreas. Estes políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo. Ou não ? Brasileiro reclama de quê, afinal?”

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