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Archive for maio \28\UTC 2010

Por quê raios a TV por assinatura não se dá ao trabalho de traduzir para o português o nome das séries que ela exibe? É um tal de Lost, Friends, Cold Case, Dawson’s Creek, Big Bang Theory, Gossip Girl, Heroes, Band of Brothers, Law of order, Two and a half men, Sex and the city, Desperate housewives…

Fico imaginando como seria nos anos 80 se assistíssemos as seguintes séries com o nome original: Jeanie é um gênio (I dream of Jeanie); Jornada nas estrelas (Star Trek); O elo perdido (Land of the Lost); A feiticeira (Bewitched); A gata e o rato (Moonlighting); As Panteras (Charlie’s Angels); As patricinhas de Beverly Hills (Clueless); Família Dinossauro (Dinosaurs); Tal pai, tal filho (Doogie Howser, M.D.); Agente 86 (Get Smart); Casal 20 (Hart to hart); Super Vicky (Small Wonder); A Família Buscapé (The Beverly Hillbillies)…

Você pode achar que o nome em inglês é mais chique e achar ridículas as traduções que poderiam ser feitas de séries consagradas como Lost (Perdidos), Sex and the city (Sexo e a cidade), ou Desperate housewives (Donas de casa desesperadas), mas mesmo em nomes que ficaram bizarros em português como Barrados no baile; Um maluco no pedaço; Eu, a patroa e as crianças, com o tempo acostuma-se de modo que não conseguimos mais desvincular a série do nome em português. Mesmo uma série cuja tradução qualquer um entenda – como Friends, por exemplo – um nome em português certamente teria uma carga afetiva muito mais forte, e certamente haveria uma identificação muito maior com o público.

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No último fim de semana aconteceu no Playcenter, em SP o Summer Night, um multievento católico com shows, pregações e louvor. O Estadão cobriu o evento através do jornalista Paulo Sampaio que publicou o seguinte:

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100524/not_imp555795,0.php#noticia

Fiquei impressionado com a densidade de comentários preconceituosos destilados com maldade pelo jornalista, coisa que, se referida a alguma minoria social, certamente levantaria inúmeros defensores de todos os lados. Como a Igreja Católica está numa maré de pagar pelos erros de alguns, sem o menor constrangimento por parte da imprensa, a crítica pode passar até por bem-humorada para um leitor ingênuo.

Daí resolvi imaginar como seria o jornalista Paulo Sampaio sendo enviado para cobrir uma noite numa boate gay (com comentários para explicar as técnicas de escrita):

“Sexta-feira é um dia agitado na principal boate gay do Centro de S. Paulo. Homens de diferentes faixas etárias reúnem-se num ambiente escuro, barulhento e enfumaçado para se divertir [notem o paradoxo proposital para causar estranheza: como um lugar escuro, barulhento e enfumaçado pode ser divertido?]. O tal ambiente [veja que a palavra tal, mostra certo desprezo] já se anuncia na porta, em que uma drag queen recebe os clientes com seletiva simpatia [o seletiva diz que ela era antipática com alguns e sugere acepção de pessoas].

Lá dentro, rapazes exibiam em gaiolas penduradas a razão de suas horas de academia e a precisão de suas axilas depiladas [ironia], já que permaneciam com os braços levantados quase o tempo inteiro. A música que envolvia o local, ruidosa e repetitiva, [preconceito] é conhecida como techno [o é conhecida mostra que trata-se de um termo só conhecido pelo grupo e consciente distanciamento do jornalista].

Mas o melhor estava por vir [mais ironia]: sem a menor aparência de critérios, homens de diferentes idades beijavam-se indiscriminadamente [preciso explicar alguma coisa?]. Isso sem falar nos banheiros, os quais preferi não conhecer [explicito proposital desconhecimento. Não entendo por quê, estou só seguindo a linha do Sr. Paulo Sampaio]. A saída é mais um suplício [opa! Ato falho! Eu não podia deixar claro que o aquilo representava para mim de forma pessoal], quando uma fila nilótica [para obrigar o leitor a jogar no Google] separava os clientes do caixa.

“Aqui é um ambiente de total liberdade e tranqüilidade” diz o proprietário do local [você já está esperto: sacou o paradoxo desacreditando a fala descontextualizada do entrevistado?]

Será que ele teria coragem de ser tão politicamente incorreto assim com uma comunidade com a qual ele não se identifica como a comunidade gay, por exemplo? E eu? Será que já posso conseguir um emprego no Estadão? #ficadica

P.S. Como existe o risco de alguém não entender minha ironia, quero deixar bem claro que eu não assino a matéria acima, OK? É apenas uma fantasia usando técnicas aparentemente empregadas pelo jornalista.

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